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Cadastrando sua empresa para emitir notas

Antes de começar

O cadastro da empresa emissora é um fluxo guiado em 5 etapas: Empresa, Emissão, Acesso, Serviço e Revisão. Cada etapa mostra pouco por vez, com uma dica em cada campo, e o botão de avançar só habilita quando o passo está válido. Deixe à mão:

  • o CNPJ da empresa;

  • o arquivo do certificado digital A1 (.pfx ou .p12) e a senha dele;

  • se a sua prefeitura usa login próprio, o usuário e a senha do portal da prefeitura;

  • a inscrição municipal, se a prefeitura exigir;

  • e, para a etapa do serviço, as informações fiscais confirmadas com o seu contador (código do serviço, alíquota de ISS etc.).

Para abrir o cadastro: menu Fiscal → Configurações → Cadastrar empresa. Somente o titular da conta pode cadastrar.


Etapa 1 — Empresa: quem emite as notas

  • CNPJ — os 14 dígitos da empresa. Digite e toque em Consultar: o sistema busca no cadastro público e preenche razão social, nome fantasia, município e regime tributário sozinho. Atenção: trocar o CNPJ depois de consultar limpa os dados preenchidos, e depois do cadastro salvo o CNPJ não pode mais ser trocado — ele é a identidade fiscal da empresa.

  • Razão social — obrigatória; o nome oficial da empresa.

  • Nome fantasia — opcional; o nome comercial.

  • Regime tributário — escolha entre Simples Nacional, Simples Nacional — excesso de sublimite, Regime normal e Microempreendedor individual (MEI). Logo abaixo o sistema mostra como entendeu: “Simples Nacional sim/não · MEI sim/não”. Se a consulta do CNPJ já trouxe o regime, confira com o contador antes de mudar.


Etapa 2 — Emissão: como a empresa vai emitir

Onde a nota será emitida (o trilho). No Brasil existem dois caminhos para a NFS-e: o sistema da própria prefeitura (Na prefeitura, o trilho municipal) e o Ambiente nacional (o Emissor Nacional da NFS-e, o trilho nacional). Você não precisa saber qual é o do seu município: assim que o município é confirmado, o sistema verifica e seleciona o trilho correto sozinho — a opção incompatível fica visível, porém bloqueada. Duas regras fixas:

  • MEI sempre usa o trilho nacional — é o padrão obrigatório, e o campo aparece travado em “Ambiente nacional”.

  • Trocar de trilho depois do cadastro exige uma nova validação fiscal (a homologação recomeça).

Município. Busque pelo nome (a partir de 2 letras) e selecione na lista. Ao confirmar, o painel mostra a ficha fiscal daquela cidade: que tipo de acesso ela exige (certificado A1 ou usuário e senha), se possui ambiente de teste, se permite cancelamento, se o documento e o endereço do tomador são obrigatórios e quais campos do serviço ela cobra (CNAE, item da lista, código municipal). Trocar de município limpa o que pertencia à prefeitura anterior (inscrição municipal, credenciais, ajustes técnicos) sem apagar a identidade da empresa.

Inscrição municipal. É o número de cadastro da empresa na prefeitura — não confunda com a inscrição estadual. Obrigatória apenas quando a prefeitura exigir; está no cadastro municipal da empresa ou com o seu contador.

Como configurar as regras (o modo).

  • Assistida — o caminho recomendado para Simples Nacional e MEI: o sistema preenche o que sabe (por exemplo, sugere o CNAE vindo da consulta do CNPJ) e pede só o essencial.

  • Manual — todos os campos abertos, incluindo o catálogo técnico. É o modo obrigatório para o regime normal (o campo aparece travado em “Manual — obrigatória para o regime normal”).

Formato técnico da alíquota do ISS (só no trilho municipal em modo manual): algumas prefeituras recebem a alíquota como percentual (5 significa 5%) e outras como fração decimal (0,05 significa 5%). Esse campo não muda a alíquota em si — só o formato que a prefeitura recebe. Confirme no manual da prefeitura ou com o contador.


Etapa 3 — Acesso: certificado A1 e credenciais

O que é o certificado A1. É um arquivo digital (extensão .pfx ou .p12) que funciona como a assinatura oficial da empresa: comprova a identidade do CNPJ perante os sistemas fiscais. Ele é emitido por uma Autoridade Certificadora credenciada na ICP-Brasil (Serasa, Certisign, Soluti, entre outras) em nome do CNPJ da empresa, normalmente com validade de 1 ano, e vem protegido por uma senha definida na emissão. Se a empresa ainda não tem um, o contador costuma indicar onde comprar.

Regras do envio no painel:

  • arquivo .pfx ou .p12, com até 8 MB, do mesmo CNPJ da empresa cadastrada;

  • a senha do certificado é enviada uma única vez e nunca volta a ser exibida — o painel não guarda senha em tela;

  • no primeiro vínculo do CNPJ o A1 é sempre obrigatório, mesmo que a sua prefeitura use usuário e senha: ele é a prova de que a empresa é sua. O sistema valida primeiro o A1 e depois o acesso municipal — se qualquer validação falhar, nenhuma empresa fiscal é vinculada;

  • o A1 também é obrigatório em todo o trilho nacional e nas prefeituras que o exigem;

  • quando o A1 vence, a tela avisa e pede a substituição.

Credenciais da prefeitura. Nas cidades em que a emissão usa o portal municipal, informe o usuário e a senha usados para entrar nesse portal — sempre os dois juntos. A senha é somente-escrita: depois de salva, não volta a aparecer; para preservá-la numa edição futura, basta deixar o campo vazio.


Etapa 4 — Serviço: o que você vai faturar

Aqui nasce o perfil fiscal inicial da empresa: nome do perfil, descrição padrão da nota e o enquadramento do serviço (código do serviço, alíquota de ISS, CNAE e demais campos, que variam conforme o trilho e o que o seu município exige). Esses valores devem ser confirmados com o contador — o sistema oferece as sugestões que o município publica, mas não inventa enquadramento. O artigo Perfis fiscais: o coração da sua nota explica cada campo em detalhe.


Etapa 5 — Revisão: confira e salve

A revisão mostra as quatro seções em linhas clicáveis (Empresa, Emissão, Acesso, Serviço) — o toque volta direto à etapa. Além delas:

  • Ambiente de emissão — toda empresa nova começa em homologação (ambiente seguro para testar). A produção só destrava depois da homologação concluída ou da validação cadastral.

  • Numeração de RPS — o RPS (Recibo Provisório de Serviços) é o número sequencial que algumas prefeituras exigem por nota. Os campos são opcionais: deixe vazio para o emissor calcular quando suportado. Se preencher, a série é livre e o próximo número deve ter de 1 a 15 dígitos, sem zero à esquerda. Importante: depois de configurada, a numeração não pode ser apagada (só substituída), e ela vale por escopo — trocar de trilho ou de ambiente exige configurar uma numeração própria para o novo escopo.

  • Logomarca da empresa — opcional, PNG com no máximo 200×200 pixels, exibida no documento quando a prefeitura suporta.

  • JSON técnico da empresa — escape avançado para campos que não têm controle próprio; use apenas com orientação técnica.

O botão final muda conforme o caso: Cadastrar empresa e perfil (cidades com ambiente de teste) ou Enviar para validação (cidades sem nota de teste).


Rascunho: parar no meio não perde nada

Enquanto você preenche um cadastro novo, o painel grava um rascunho automático neste dispositivo. Se fechar a tela e voltar depois, o formulário reabre de onde parou, com um aviso: “Retomamos seu rascunho salvo neste dispositivo.” Duas regras de segurança:

  • senhas e arquivos nunca ficam no rascunho — a senha do certificado, a senha da prefeitura, o arquivo A1 e a logomarca precisam ser informados de novo na retomada;

  • o rascunho aparece como uma linha própria (“Rascunho”) na tela Configurações; o toque retoma o cadastro, e dentro do aviso existe a opção “Descartar rascunho e recomeçar”.

Situação diferente é o cadastro parcial: se a empresa já foi salva mas o perfil fiscal inicial não foi concluído, o painel avisa antes de você sair (“Sair e continuar depois”) e, na volta, reabre direto na etapa do serviço — sem reenviar o cadastro nem os dados sensíveis.


Problemas comuns

O que aparece

Por que acontece

O que fazer

“Informe um CNPJ válido, com 14 dígitos e verificadores corretos.”

O número digitado não passa na validação oficial do CNPJ.

Confira dígito a dígito no cartão CNPJ da empresa.

O município aparece como “emissão não integrada”

A prefeitura dessa cidade ainda não está integrada para emissão automática.

Verifique se o trilho nacional está disponível para a cidade; caso contrário, aguarde a integração.

“Não conseguimos confirmar agora o ambiente de emissão deste município.”

A consulta que decide o trilho (municipal ou nacional) não respondeu.

Use “Tentar de novo” em alguns instantes. O cadastro fica bloqueado até a confirmação — de propósito, para não emitir pelo caminho errado.

“Este município exige certificado A1 para emitir notas de serviço.”

A prefeitura da cidade só aceita emissão autenticada por certificado.

Envie o arquivo A1 na etapa Acesso.

“Informe o usuário e a senha da prefeitura juntos.”

Você preencheu só um dos dois campos de credencial municipal.

Preencha os dois ou apague os dois.

“O certificado A1 anterior está expirado. Envie um novo arquivo A1 para continuar.”

O certificado salvo venceu e ele é obrigatório para o seu tipo de emissão.

Renove o A1 com a Autoridade Certificadora e envie o novo arquivo com a nova senha.

“Este município não informou com segurança como recebe a alíquota do ISS.”

A informação técnica da prefeitura está inconclusiva; nada foi alterado.

Selecione o modo manual, confirme o formato (percentual ou fração) com o contador e salve de novo.

“A configuração fiscal da empresa mudou em outra sessão.”

Alguém salvou a mesma empresa em outra aba ou dispositivo enquanto você editava.

Os dados atuais foram recarregados; revise município, acesso e regras e salve novamente.

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